Não somos loucos

Um homem visitava um hospital psiquiátrico. Um enfermeiro mostrava-lhe pacientemente os vários setores daquela casa. Intrigado com a flagrante desproporção entre o número de funcionários e o de enfermos ali internados, o visitante perguntou: “Vocês, funcionários, não têm medo de que os internos se unam e agridam vocês? Afinal, eles são em número muito maior!” O enfermeiro respondeu: “Oh! Não, ninguém precisa ficar com medo. Os loucos nunca se unem”.

Graças a Deus, a igreja do Senhor Jesus “tem a mente de Cristo” (1 Co 2.16). Somos regidos pelo Espírito de Sabedoria. E esse Espírito nos leva a sermos um povo que não simplesmente que tem união, mas, que vive em unidade.  Nosso Senhor orou pela unidade da sua igreja (João 17). Ele clamou três vezes para que os membros de sua igreja fossem um só: “… a fim de que todos sejam um” (v. 21a); “… para que sejam um” (v. 22b); “… a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (v. 23b).

O apóstolo Paulo comparou a necessidade de a igreja ter unidade, como o corpo humano também tem. Essa unidade é que mantém o corpo vivo. Um corpo sem vida não é mais corpo, é cadáver. A vida só perdura em um corpo humano porque os membros do corpo são interdependentes (1 Co 12.27; Rm 12.5). Isso produz a humildade necessária, que impede que algum membro se sinta mais importante que o outro (Rm 12.3-5).

Nesse sentido, o escritor e psiquiatra cristão Paul Tornier disse “que existem algumas coisas que não podemos fazer sozinhos, uma delas é ser cristão”. O que Paul Tornier quis dizer é que, para sermos um cristão vivo e autêntico, é preciso a companhia, o envolvimento com outros crentes. Unidade é uma característica da igreja do Senhor. Por isso, não somos loucos.

Jesus não veio meramente chamar crentes. Não veio apenas chamar um grupo de salvos que seriam eternamente servidos por Ele, sem estes servirem ninguém. Cristo veio chamar discípulos, gente comprometida. Gente que nega o seu egoísmo e toma sua própria cruz e está disposto a morrer pela causa do Evangelho, a servir a Deus e ao próximo.

Logo, tal pessoa não será só “membro de banco”, ma sim, membro do corpo de Cristo e estará comprometida de algum modo com a missão de Deus na face da Terra. Entenderá que o trabalho do Senhor não é feito apenas por um clero profissional, pois cada membro do corpo de Cristo é um sacerdote de Deus e um proclamador das Boas Novas (1 Pe 2.9,10). Assim, há espaço para todos efetivamente fazerem algo na obra do Senhor.

Robson Brito: serve a Assembléia de Deus de Maringá como pastor presidente.

2 comentários para “Não somos loucos”

  1. José Carlos Parra disse:

    Paz do Senhor Pastor Robson!
    Muito edificante a matéria.

  2. Obrigado Parrra. Deus lhe abençoe!

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